Até quando o mundo irá silenciar
covardemente frente ao que acontece na Síria? Em quinze meses de protestos e
luta por democracia mais de quatorze mil mortos. Se isso não for um genocídio
eu não sei o que realmente é. Ou será que precisaremos chegar a cifra de um milhão
de mortos para que a “consciência ocidental progressista” tome alguma atitude? Mas a Síria não tem petróleo e as potências do “mundo livre” não parecem
dispostas a constranger Rússia e China tradicionais aliadas do despotismo do clã Assad, especialmente a última por óbvias
razões. Não se trata de defender ou não a autonomia dos sírios como parece
defender nossa diplomacia, nem em apostar que um enfraquecimento da Síria poderia
favorecer Israel ( o que em parte é verdade) ou a posição do Irã dos aiatolás que sem o parceiro sírio estaria em dificuldades frente ao imperialismo ianque.
Danem-se as estratégias geopolíticas. O povo sírio está sendo cruelmente
massacrado sob os olhares complacentes do Ocidente. Não posso deixar de pensar
em Sartre nesse instante, quando ele nos diz que a conivência com o crime nos transforma em assassinos.
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