domingo, 10 de junho de 2012

Futebol: Messi faz a diferença. Neymar ainda não.


O argentino, melhor jogador do mundo, marcou três gols na seleção olímpica, um deles uma verdadeira pintura.  Neymar nada fez.  Ele é um bom jogador, na verdade o melhor em atividade no Brasil atualmente, mas ainda está longe de fazer a diferença na seleção. Apesar do que a mídia nativa possa pensar ou dizer.
Neymar não faz a diferença como a seleção brasileira parece não mais fazer. Antigamente eu sentia uma empolgação com os jogos da seleção até quando ela era comandada pelo Lazzarone (na minha opinião um dos piores técnicos que o escrete canarinho já teve), especialmente num jogo contra a Argentina. As pessoas se interessavam mais pela seleção, paravam mais para ver seus jogos. Hoje... Estava no centro da cidade na hora da partida, televisores ligados nos bares e restaurantes, mas não vi muito interesse nas pessoas. Parecia se tratar apenas de um jogo a mais dentre os tantos outros que os muitos canais transmitem de segunda a segunda.
Mas a própria lógica do futebol atual parece ter conduzido a esse estado de coisas. A seleção há tempos não joga no país e não podemos dizer que culpa disso seja a reforma dos estádios das cidades sede da próxima copa que afinal são apenas doze. Alie-se a isso ao fato de que a maior parte dos bons jogadores (nem vou falar de craques) atuarem em times do exterior. A globalização foi ruim para o nosso futebol. Qualquer jogador mediano imediatamente se transforma em um craque vendável para o exterior o que gera a necessidade financeira de colocá-lo (nem que seja na marra) em qualquer lista para qualquer amistoso da seleção. O resultado disso é uma geração medíocre ou de promessas que nem sempre se cumprem. E nem vou falar de mandos e desmandos e maracutaias tão próprias de nossa vida política como também, e nem poderia deixar de ser, de nosso futebol (e não só do nosso futebol. Taí o mais recente escândalo do futebol italiano que não me deixa mentir). Além de toda essa bandalheira, há também uma questão de identidade. Ou de perda de identidade. Nosso futebol perdeu a identidade com o Brasil e o resultado é ver o Neymar sendo engolido pelo mais uma vez pelo Messi.

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