Estou tendo problemas para postar minhas mensagens no blog. Espero regularizar logo. Por isso o texto abaixo só foi postado agora, mas ainda acho que vale a pena. É um pequeno tributo a um ícone da música. Posso dizer sem sombra de dúvida que Fui ao show da minha vida...
Sim. Palavra de fã. Dia 23 de maio, uma segunda-feira com cara de feriado (feriado para mim), no estádio do Engenhão que eu nunca havia ido para ver futebol, mas para ver e me emocionar com um dos meus ídolos da música, talvez o maior deles: Paul McCartney: Up and Coming Tour.
Um show para não esquecer. Como esquecer?
Foram duas horas e quarenta minutos de show e mais de 30 músicas.
Foram quase três horas ouvindo pérolas do imortal quarteto de Liverpool como “Let it be”, “Eleanor Rigby”, “Day Triper” e “Get Back” mesclados com rits de sua carreira solo como “Jets”, “Band on the run”, sem falar no show de fogos que acompanhou “Live and let die”.
Uma bela e delicada homenagem a George Harrison ao som de “Something”.
O que dizer quando se assiste a uma das lendas vivas da música? Quando ouvimos sua voz, seu português carregado de sotaque, sua simpatia e, mais importante, sua majestosa arte?
Que noite!
Um colunista (ou crítico sei lá) da Folha disse que o final do show é uma festa, quase uma missa (no que acertou no ponto porque uma experiência dessas é quase mística) e ouvir numa mesma noite “Let it Be”, “Yesterday”, “Hei Jude” e “Get Back” beira a overdose. Sim, uma overdose de boa música(como Roma e Florença são overdoses de beleza plástica)
Somos todos filhos do rock, dos anos 60. Não temos idade. A arte nos une, desde adolescentes de 13, 14 anos a representantes da melhor idade. O som da maior banda de todos os tempos toca todos.
Bonito também foi ver a massa descer as rampas do Engenhão ao final do show, já avançando pela madrugada, cantarolando como um hino o refrão de “Hei Jude”. Para não esquecer.
Posso dizer de consciência tranqüila que, apesar de meu apego à MPB, de já ter visto shows memoráveis como o do falecido (e pouco lembrado) Taiguara no dia 7 de setembro de 1985 ou do encontro de Maria Bethânia e Omara Portuondo, que o show de Paul McCartney foi o show de minha vida.
Custei um pouco a descobrir os Beatles. Quando eles se separaram eu tinha apenas 6 anos e o primeiro aparelho de som lá de casa foi adquirido muito mais tarde. Lembro que um dos primeiros discos que comprei foi “Give my regards to Broad Street” em que despontava o sucesso “No More Lonely Nights”, disco que tinha a participação de Ringo Starr. Mas depois que descobri a paixão foi inevitável.
Grande Paul. Que a vida ainda lhe reserve muitos anos e muita saúde e disposição para novos shows. E que os novos shows tragam sempre as velhas e boas músicas imortais.
P.S: Gostei do Engenhão. É um estádio bonito, moderno, parece uma nave espacial. Mas fica um pouco mal localizado. É verdade que tem a conveniência de estar situado defronte a uma estação de trem, mas ele não fica bem no meio de um bairro populoso, com ruas estreitas que dificultam o trânsito de pessoas e carros.
Também o achei visualmente poluído: propagandas de patrocinadores em demasia.
Mas se mostrou um bom templo para boa música. Quanto ao futebol...
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