Estou em Goiânia fazendo um curso pela Caixa. É uma cidade bonita. tem ruas e avenidas largas, muitas praças, muitos prédios e carros. Como é julho não está fazendo tanto calor. Um clima ameno. É uma cidade limpa, vi poucos pedintes. Não conheço o transporte coletivo, pois só andei de táxi ou a pé. O Parque Buritis é muito agradável. Parece que corre muito dinheiro na cidade. É como diz o poeta: O Brasil não é só litoral, é muito mais que qualquer zona sul. É muito bom olharmos para o interior do país e descobri-lo, por mais que, pecado desse mundo globalizado, muitas coisas (senão a maioria) sejam muito parecidas com o que vemos em outros lugares.
Ontem teve teatro. A Cia de Comédia "Os Melhores do Mundo" se apresentou no Centro de Convenções que fica em frente ao hotel onde estou hospedado. Todo mundo gosta, eu sou um pouco reticente. Vi um grande sucesso do grupo em BH, "Hermanoteu na terra de Godah". Não sei se por ter visto muitas coisas deles no Youtube, achei muito fraco. Já o que vi ontem, "Tira: Codinome Perigo", achei bem mais engraçado. Eles usam o esquema de sempre fazendo piadinhas com os times locais e com figuras políticas da região. Mas o espetáculo tem um grande achado ao fazer piada com o juiz goiano que, desrespeitando a decisaão do STF, proibiu um casamento homoafetivo. Um caco bem achado e bem encaixado numa cena de julgamento. A platéia vem abaixo. O espetáculo é uma sátira aos filmes policiais americanos. Tem momentos impagáveis, outros muito próximos do "Zorra Total", sem falar que eles jogam o tempo todo para a platéia o que teatralmente falando considero um pouco pobre. Mas é uma boa diversão. Falta ver alguma coisa do local. Vou procurar, afinal vou ficar por aqui até o dia 16. No dia 18 estaremos em Ouro Preto apresentando "Fausto(s)!" no festival de inverno e a Cia da Farsa ( a que pertenço) está se preparando para o novo espetáculo com texto que está sendo escrito por Sérgio Abritta. Estamos todos na espectativa.
Itamar Franco morreu. Apesar de não ser seu eleitor (minto: votei nele no segundo turno da eleição para governador de 1998) reconheço sua importância. Assumiu o lugar do Collor depois do impeachment e segurou o país num momento de grave crise institucional. Também foi o presidente que assinou o Plano Real. Na época, como bom militante petista, critiquei o plano a torto e direito. Depois de tanto tempo é impossível negar seu valor. Afinal, a hiper-inflação não voltou desde então. Mudamos todos.
Agora é aguentar o presidente do Cruzeiro como novo senador por Minas. Paciência.
E por falar em política penso que deveríamos começar a construir uma alternativa viável para disputar a prefeitura de Belo Horizonte ano que vem. Não sei o que pensam, mas eu não estou disposto a votar nas opções que estão por aí. PT inclusive.
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