Livros, sempre os livros. No meu último período de férias em Nova Viçosa levei na bagagem três livros que saboreei com prazer por que nem só de mar, água de coco e cerveja vive o homem. Primeiro A Trégua do uruguaio Mário Benedetti, belo romance em forma de diário de um viúvo na casa dos cinquenta anos que está prestes a se aposentar e que redescobre o amor. Benedetti é um dos grandes autores do vizinho Uruguai, país cujo literatura o Brasil praticamente desconhece. Há uma bela referência a ele no filme argentino El Lado Oscuro del Corázon, de Eliseo Subiela que foi exibido recentemente na mostra de cinema em língua espanhola no Belas Artes. O protagonista do filme atravessa o Rio da Prata, de Buenos Aires a Montevideo, entra em um café e pergunta a atendente se ela conhece Benedetti (o protagonista é dado à poesia), a atendente pergunta se o tal Benedetti frequenta o café... Pelo visto Benedetti é meio desconhecido por lá também.
Antes das Primeiras Histórias reúne quatro contos de Guimarães Rosa antes do mineiro ter-se tornado Guimarães Rosa. São contos interessantes e que não tem a menor relação com o universo que o escritor passou a tratar depois de Sagarana.O prefácio é de Mia Couto.
Por fim o livro Imagem de Lúcia Santaella e Winfried Nöth. Um grande e denso painel sobre a semiótica da imagem. Indispensável para quem trabalha com a interpretação dos signos. É conferir.
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